segunda-feira, 8 de novembro de 2010

:'(

Ele: senti sua falta na escola, por que você não foi?
Ela: É, eu tive que ir ao médico.
Ele: Ah, mesmo? Por que?
Ela: Ah, nada. Consultas anuais, só isso. Então, o que tivemos em matemática hoje?
Ele: Você não perdeu nada demais. Só um monte de anotações.
Ela: Ok, bom.
Ele: É.
Ela: Ei, tenho uma pergunta.
Ele: Fale.
Ela: O quanto você me ama?
Ele: Você sabe que eu te amo mais que tudo. Por que a pergunta?
Ela: (silêncio)
Ele: Tem algo errado?
Ela: Não, nada mesmo.
Ele: Ok.
Ela: O quanto você se importa comigo?
Ele: Eu te daria o mundo numa batida de coração, se eu pudesse.
Ela: Daria?
Ele: É, claro que eu daria. (parecendo preocupado) Tem alguma coisa errada?
Ela: Não, tá tudo bem.
Ele: Tem certeza?
Ela: É.
Ele: Ok, eu espero.
Ela: Você morreria por mim?
Ele: Eu me jogaria em frente uma bala para ela não te atingir, a qualquer dia.
Ela: Mesmo?
Ele: Mesmo. Mas agora, sério mesmo, aconteceu alguma coisa?
Ela: Não, eu tô bem. Você tá bem, nós estamos bem. Tá todo mundo bem...
Ela: Bom, tenho que ir. Te vejo amanhã na escola.
Ele: Tchau. EU TE AMO.
Ela: Também te amo, tchau.
O OUTRO DIA NA ESCOLA:
Ele: Ei, você viu minha namorada hoje?
Amigo: Não. Ela não estava aqui ontem também não.
Ele: Eu sei, ela estava agindo estranho no telefone ontem
Amigo: É cara, você sabe como as garotas são de vez em quando.
Ele: É, mas ela não.
AQUELA NOITE: (o telefone toca)
Ela: Alô?
Ele: Oi.
Ela: Ah, oi.
Ele: Por que você não foi na escola hoje de novo?
Ela: Ah, eu tinha outra consulta no médico.
Ele: Você está doente?
Ela: Hm, eu tenho que ir, minha mãe tá me chamando.
Ele: Eu espero.
Ela: Pode demorar, te ligo depois.
Ele: Tudo bem então, te amo (longa pausa)
Ela: (chorando) Olha, acho que devíamos terminar.
Ele: O que?! Por que?
Ela: Acho que é o melhor pra nós dois agora.
Ele: POR QUE?
Ela: Eu te amo. (ela desliga)
A GAROTA NÃO FOI PRA ESCOLA POR MAIS TRÊS SEMANAS, E NÃO ATENDEU AOS TELEFONEMAS.
Ele: E ai, cara.
Amigo: Oi. E ai, falou com sua ex?
Ele: Não.
Amigo: Então você não soube?
Ele: Soube o que?
Amigo: Não sei se eu seria a melhor pessoa para te contar, então, ligue nesse telefone. (passou um papelzinho para ele)
ELE LIGA NO NÚMERO DEPOIS DA ESCOLA.
Voz: Alô, Suppam County Hospital, aqui é a enfermeira Beckam.
Ele: Ah, eu devo ter ligado no número errado, estou procurando por uma amiga.
Voz: Qual é o nome dela? (o garoto dá as informações)
Voz: Sim, esse é o número certo. Ela é uma de nossas pacientes.
Ele: É mesmo? O que aconteceu? Ela está bem?
Voz: O quarto dela é o número 646, no prédio A, suíte 3.
Ele: O QUE ACONTECEU?
Voz: Por favor, venha aqui e veja o senhor mesmo, obrigada.
Ele: Espera! Não! (o telefone já tinha sido desligado)
O GAROTO FOI PARA O HOSPITAL. A GAROTA ESTAVA DEITADA NA CAMA DO QUARTO. ELA PARECIA FRACA.
Ele: Meu Deus, você está bem?
Ela: (silêncio)
Ele: Amor, fala comigo!
Ela: Eu.. eu tenho câncer. Estou em suporte de vida.
Ele: (começa a chorar)
Ela: Eles vão desligar tudo hoje à noite.
Ele: Por que?!
Ela: Eu queria te contar, mas eu não podia.
Ele: Por que não?
Ela: Eu não queria te machucar.
Ele: Você nunca poderia me machucar.
Ela: Eu só queria ver se você sentia o mesmo que eu sinto por você
Ele: ?
Ela: Eu te amo mais que qualquer coisa. Eu te daria o mundo em uma batida de coração. Eu me atiraria em frente a uma bala para te salvar. Eu morreria por você.
Ele: …
Ela: Não fique triste, eu sempre vou te amar, estando aqui ou não.
Ele: Então por que você terminou comigo?
Enfermeira: Ei, jovem, o tempo de visita já acabou.
O GAROTO SAI, AS MÁQUINAS DE SUPORTE DE VIDA FORAM DESLIGADAS. ELA MORREU.
Mas o que o garoto não sabia é que a garota só fez aquelas perguntas à ele para poder ouvir ele dizer aquelas coisas uma última vez, e ela só terminou com ele porque ela só tinha mais três semanas de vida e pensou que assim causaria menos dor à ele, dando um tempo para ele esquecê-la antes dela morrer.
NO PRÓXIMO DIA: O garoto foi encontrado morto com uma arma em sua mão, e com um pequeno papel na outra, escrito: Eu disse à ela que levaria um tiro por ela, assim como ela disse que morreria por mim. 
(Jonathas Campos)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

E os que não são correspondidos ?


Comprovei que, quase tudo o que já foi escrito sobre o amor… é verdadeiro. Shakespeare disse: as viagens terminam com o encontro dos apaixonados. Que idéia mais extraordinária! Pessoalmente, nunca experimentei nada, ou algo parecido. Mas estou convencida de que Shakespeare, tenha. Suponho que penso no amor mais do que deveria. Admira-me constantemente seu poder esmagador de alterar e definir nossas vidas. Também foi Shakespeare quem disse que o amor é cego. Pois bem, estou segura de que isso é verdade. Para algumas pessoas, de forma Inexplicável o amor se apaga. Para outras, o amor singelamente se vai. Mas é claro, o amor também pode existir, mesmo que só por uma noite. No entanto, existe outra classe de amor mais cruel. Aquele que, praticamente mata suas vítimas. Chama-se “amor não correspondido” e nesse tipo… sou experiente. A maioria das histórias de amor falam de pessoas que se apaixonam entre si. Mas o que acontece com os demais? E as nossas histórias? Aquelas que nos apaixonamos? Somos vítimas de uma aventura unilateral. Somos os amaldiçoados dos seres queridos. Os seres não queridos. Os feridos que se valem por si mesmos. Os incapacitados sem estacionamento reservado.

(O Amor não tira Férias)

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 Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria.


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Silêncio, um abismo entre nós.

 Ele permaneceu ao meu lado durante todo o caminho, porém sem dizer nenhuma palavra. Confesso que aquele silêncio me matava, mesmo eu sabendo que aquilo não era incomum. Desde o dia que o conheci senti em seu olhar um certo traço de melancolia,
haviam momentos em que ficava quieto, mergulhado em alguma contemplação ou algum medo profundo, eu nunca soube distiguir ;s
Talvez isso tudo fosse pate de seu mistério, mas pela primeira vez pude sentir o abismo entre nós. Nosso relacionamento havia resistido a muitas barreiras, e eu, naquele momento começei a me perguntar se ele conseguiria sobreviver a verdade. Ou melhor, às mentiras
não contadas ;s


terça-feira, 26 de outubro de 2010

Pontes Indestrutíveis.

Buscando um novo rumo que faça sentido, nesse mundo louco com o coração partido eu...
tomo cuidado, pra que os desequilibrados não abalem minha fé, pra eu enfrentar com otimismo essa loucura...

Os homens podem falar, mas os anjos podem voar. Quem é de verdade sabe quem é de mentira, não menospreze o dever que a consciência te impõe. Não deixe pra depois, valorize a vida...Resgate suas forças e se sinta bem, rompendo a sombra da própria loucura. Cuide de quem corre do seu lado e quem te quer bem, essa é a coisa mais pura 


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O desejo de retornar.

Quem me dera eu pudesse voltar no tempo! Brincaria mais com as minhas bonecas e aproveitaria cada segundo que tivesse para correr. Talvez parasse de roer as unhas no exato momento em que percebi que estavam horríveis. Não ficaria calada quando precisasse falar ou derramaria lagrimas por quem não as merecesse. Abraçaria e sorriria mais. Sairia com as amigas sem hora pra voltar e dançaria até cair. Comeria brigadeiro sem culpa e me incluiria no time de futsal mesmo sem saber jogar. Não deixaria que me rebaixassem ou que exigissem de mim algo que eu não poderia ser. Não sofreria por amor e nem entregaria aquelas cartas a seu patético destinatário. Corrigiria erros e desejaria passar novamente por algumas experiências. Mas, enquanto a maquina do tempo não aparece, só me resta recordar o que não me escapa da memória: viver o presente, evitando arrependimentos, e fazer o impossível para que não seja necessário me lamentar pelo que não fiz!

Vazio.



a beira de um abismo, não sei se paro ou continuo”. – Quem nunca pensou assim? Quem nunca se sentiu assim? Saber o certo e persistir no errado, será algum defeito? Alguma mania? É, eu realmente não sei, só sei que isso me mata a cada dia mais, que esse abismo torna meu coração cada vez mais frio e minhas lágrimas cada vez mais constantes. Já não aguento passar as tardes sentada a beira desse abismo, olhando o horizonte e imaginando como seria se eu estivesse do outro lado, é claro que as vezes isso me traz uma sensação de paz, mas na maioria das vezes o que permanece é o vazio, o mesmo que estou sentindo agora.